https://www.imosver.com/es/libros/john-nash-arquitectura-urbana-00101259100010125910John Nash: Arquitectura Urbana9.32Revolução e romantismo, como duas palavras sempre associadas, varreram a história da Europa continental na segunda metade do século XVIII. À revolução científica e tecnológica seguiu-se a revolução inhttps://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989821708.jpgLibrosLibros/ARQUITECTURAEn stockDAFNE EDITORA000https://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989821708.jpg00104585250010343614001027063300102236669.8150.492010/01/019789898217080Tavares, DomingosLibrosaño_2010idioma_PortuguésPautor_Tavares, Domingossaga_SABENTAS DA HISTORIA
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Revolução e romantismo, como duas palavras sempre associadas, varreram a história da Europa continental na segunda metade do século XVIII. À revolução científica e tecnológica seguiu-se a revolução industrial e a ascensão de novos extractos sociais à riqueza e ao poder. Com a invenção da máquina a vapor e os progressos obtidos na produção têxtil, a Inglaterra chamou a si as consequentes transformações do quadro político do Estado. A invasão macissa das cidades pela pobreza rural com o seu cortejo de fumos e doenças, tornou insuportável o ambiente das zonas portuárias e industriais. Foi então que os intelectuais ingleses se dedicaram à exaltação do individualismo enquanto fundamento da beleza universal. Por esse caminho inventaram o neogótico, a domesticação da natureza selvagem para a tornar edílica e perfeita, nela inserindo os novos modelos de vida e de prazer. Em arquitectura pouco se importaram de negar o barroco classicizante que os antecedeu, porque a questão dos estilos era matéria secundária se integrável no programa de construir cenários distintos para conforto da isolada vida quotidiana dos senhores mais ilustres. Na corrente de transição do clássico para o romântico, alguns arquitectos se distinguiram pela particularidade das suas opções. John Nash, com o entendimento pragmático e oportunista da vida e do mundo, estendeu a sua acção até onde as circunstâncias lhe proporcionaram ganhos emotivos e sociais. Sem qualquer nostalgia no plano pessoal, extraiu do prazer da vida os argumentos para a enorme diversidade da sua arquitectura, desde as casas de campo nos ambientes bucólicos das paisagens artificiais criadas pelo ardor inventivo dos paladinos da planificação paisagista, até à montagem do esplêndido cenário clássico no traçado da expansão urbana dos sectores a oeste da nova cidade de Londres. Foi esta faceta de modelador do espaço público que mais interessou aos estudiosos e tratadistas do urbanismo contemporâneo, tomando-o como referente inicial do movimento que se intensificou no século XIX. Para Nash, não se tratou de resolver o conflito entre os valores da sociedade antiga e os que correspondiam às estruturas de relação humana saídas da complexa reorganização em curso de todo o quadro social. Soube conquistar as oportunidades que se lhe abriram, correspondendo com competência e sabedoria às exigências de cada situação, mesmo não tendo seguido os caminhos das academias ou das viagens que então eram considerados a base da formação de qualquer arquitecto. Serviu uma numerosa clientela de novos e velhos senhores da aristocracia rural e urbana, apaziguando-lhes o sentimento de perda com recurso à imaginação criadora, sem nunca comprometer os seus próprios anseios de lucro material. John Nash poderia ser considerado o último arquitecto do ciclo clássico europeu se o seu revivalismo não fosse apenas um instrumento de circunstância para conferir densidade formal ao traçado urbano, nos seus projectos para a expansão de Londres. O particular significado das suas propostas foi o de integrar os instrumentos desenvolvidos pela primeira geração dos paisagistas pitorescos com a prática intuída na própria história do país, para gerar uma nova experiência de pensar a cidade.