https://www.imosver.com/ca/libros/bruges-a-morta-00101268060010126806BRUGES-A-MORTA11.18«Um dia, em 1475, o Mar do Norte bruscamente retirou-se; o Zwyn de repente secou, sem que fosse alguma vez possível desassoreá-lo ou voltar a restabelecer uma circulação de água; e Bruges, de ali em dhttps://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989856630.jpgLibrosLibros/NOVELAEn stockSISTEMA SOLAR000https://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989856630.jpg001002643111.7750.592013/01/019789898566300Rodenbach, GeorgesLibrosaño_2013idioma_PortuguèsPautor_Rodenbach, Georgessaga_SEM COLEÇAO
Aquest tipus de galetes permeten a l'usuari la navegació a través d'una pàgina web, plataforma o aplicació i la utilització de les diferents opcions o serveis que hi hagi.
imosverlaravel_session
Descripció
Aquesta galeta és necessària perquè el lloc web funcioni i no es pot desactivar en els nostres sistemes.
Duració
Sesión
Dependències
Domini
imosver.com
OCT8NE
Descripció
Aquesta galeta s'utilitza per al correcte funcionament del Xat d'Oct8ne per prestar el servei d'atenció al client a l'usuari.
Són aquelles que possibiliten el seguiment i anàlisi del comportament dels usuaris a la nostra pàgina. La informació recollida s'utilitza per a la mesura de l'activitat dels usuaris al lloc web i l'elaboració de perfils de navegació dels usuaris.
_clsk
Descripció
Registra dades estadístiques del comportament del visitant a la web. Això s'utilitza per a anàlisis interns per part de l'operador del lloc web.
Duració
1 any
Dependències
_clsk,MUID,_clck
Domini
logglytrackingsession
Descripció
Identifica i registra la sessió de l'usuari amb finalitats analítiques.
Duració
Sesión
Dependències
Domini
.imosver.com
GOOGLE_ANALYTICS
Descripció
Registra una identificació única que s'utilitza per generar dades estadístiques sobre com utilitza el visitant el lloc web.
Duració
1 any
Dependències
Domini
.imosver.com
Són aquelles que ens permeten adaptar la navegació a la nostra pàgina web a les seves preferències (per exemple, idioma, navegador utilitzat, etc.).
_fbp
Descripció
Utilitzat per Facebook per oferir una sèrie de productes publicitaris, com ara ofertes en temps real de tercers anunciants.
«Um dia, em 1475, o Mar do Norte bruscamente retirou-se; o Zwyn de repente secou, sem que fosse alguma vez possível desassoreá-lo ou voltar a restabelecer uma circulação de água; e Bruges, de ali em diante afastada dessa vasta mama do mar que lhe tinha alimentado os filhos, começou a ficar anémica, e desde há quatro séculos agoniza. Como a cidade é comovente nesta tísica com séculos que a faz escarrar, atingida por um golpe mortal, uma a uma as suas pedras ù como pulmões ù e sobretudo comovente numa manhã de Novembro outonal, como esta, sob um céu de palidez parecida com a suaà» Sob o tecto desta nostalgia, já Georges Rodenbach (Bruges, 1855-1898) estava prestes a chegar à história que desde 1892 ficou para momento maior na sua literatura e o fez célebre quando apareceu, como folhetim, em números sucessivos de Le Figaro; sem adivinhar que dezassete anos depois (nove anos depois da sua morte), este mau destino de Bruges seria remediado com um novo canal que a deixaria ligada ao porto de Zeebruge. E se a cidade deixou de ser porto importante, apesar da sua nova ligação ao mar, fez-se animado centro turístico. A sua beleza triste, com velhos edifícios a mirarem-se na água e árvores inclinadas sobre os canais, agita--se com multidões que frequentam as esplanadas da GrandÆPlace e ali, mesmo ao lado, aguardam a sua vez para entrar em barcos que percorrem motorizadamente um cenário onde melhor ficariam remadores, irmãos dos que persistem em Veneza. (Note-se que a realidade da nova Bruges existe desde 1990 noutro livro com um título oposto; é de Dominique Rolin, explora esta diferença sobrepondo-a à imagem literária que nos resta de Rodenbach, e para tornar claro o impulso que o domina deu-lhe o título provocatório de Bruges-a-Viva.) Mas «a Morta» é, na Bruges de Rodenbach, uma tristeza de pedra e água que ainda agora persiste, e a memória de uma mulher amada. Nos canais da sua história passa uma inextinguível Ofélia e os seus sinos dobram, transformando em som a preservada imagem de um corpo que teima em não desaparecer. [Aníbal Fernandes]