Sinopsi Entre a nação e a revolução
O autor enfrenta o desafio de estabelecer o que considera como vertente discursiva do marxismo comunista e também dessas esquerdas nacionalistas. Nesse caso, o autor começa pela própria questão de como chamá-las, rejeitando designações correntes e optando pelo \"nome comum\", nacionalismo popular. Essa é uma das mais interessantes contribuições do livro, já que não se precisaria fazer tal escolha. A construção de generalizações entre experiências nacionais não exige a cunhagem de um termo comum, pois ele não obscurece suas singularidades. Do mesmo modo, a utilização de categorias \"nativas\" não apaga a existência entre seus pontos comuns. Assim, é com o poder descritivo do nacionalismo popular, que André faz um exame cuidadoso do que ocorreu no Peru e no Brasil, nessas duas conjunturas críticas, em que as \"origens\"e trajetórias dessas duas vertentes políticas levam a achados instigantes.