Sinopsi EROS ALEGORICO
Na contramao do interesse dominante da crítica literária, o autor do ensaio sobre Oswald resgata o obscuro romance de estreia do poeta modernista que, desta forma, se abre a uma sensível investigaçao. Dele se erguerem duas leituras conflitantes acerca da modernidade: uma visao simbólica mantenedora da aura do poeta em contraponto a uma visao alegórica que atravessa a aura do romance com aquilo que há de residual e mercadológico no universo poético.
Tomando como paralelo teórico as obras do sociólogo alemao Walter Benjamin que tratam do poeta frances do século XIX, Charles Baudelaire, e de sua recepçao crítica de leitura, Sandro Maio constrói um puzzle com imagens tanto conceituais como técnicas. Assim entram em cena conceitos como reprodutibilidade, ruína, melancolia, autenticidade, experiencia, entre outros que se ficcionalizam na obra modernista. Sao esses conceitos que, simbólica e alegoricamente, ajudam o autor a interpretar a crise da representaçao entre o ideal romantico da arte e a visao industrial de um herói condenado a carregar uma aura suja de lama.