https://www.imosver.com/en/libros/o-assalto-a-escola-de-guerra-00101252430010125243O Assalto à Escola de guerra12.03Poucos meses antes Portugal e a Europa tinham sido confrontados com o começo da maior guerra da humanidade, prevista por Morais Sarmento e por alguns poucos visionários em Portugal, mas uma surpresa phttps://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989864748.jpgLibrosEn stockFRONTEIRA DO CAOS EDITORES000https://static.serlogal.com/imagenes_small/9789898/978989864748.jpg0010125245001012923012.6650.632015/08/019789898647481ANTÓNIO JOSÉ TELOLibrosaño_2015idioma_PortuguesePautor_ANTÓNIO JOSÉ TELOsaga_SIN COLECCION
Artículo
O Assalto à Escola de gue
ANTÓNIO JOSÉ TELO
FRONTEIRA DO CAOS EDITORE
Cookie Notice
We use cookies to ensure you get the best experience on our website.
Read cookie policy.
Gestionar preferencias de cookies
This type of cookie allows the user to browse a website, platform, or application and to use the different options or services that exist on it.
imosverlaravel_session
Description
This cookie is necessary for the website to function and cannot be disabled in our systems.
Duration
Sesión
Dependencies
Domain
imosver.com
OCT8NE
Description
This cookie is used for the proper functioning of the Oct8ne Chat to provide customer support service to the user.
These are those that enable the tracking and analysis of user behavior on our website. The information collected is used to measure user activity on the website and to create user browsing profiles.
_clsk
Description
It records statistical data about the visitor's behavior on the website. This is used for internal analysis by the website operator.
Duration
1 year
Dependencies
_clsk,MUID,_clck
Domain
logglytrackingsession
Description
Identifies and records the user session for analytical purposes.
Duration
Sesión
Dependencies
Domain
.imosver.com
GOOGLE_ANALYTICS
Description
Records a unique identifier that is used to generate statistical data about how the visitor uses the website.
Duration
1 year
Dependencies
Domain
.imosver.com
These are the ones that allow us to adapt the navigation on our website to your preferences (e.g., language, browser used, etc.).
_fbp
Description
Used by Facebook to offer a series of advertising products, such as real-time bids from third-party advertisers.
Poucos meses antes Portugal e a Europa tinham sido confrontados com o começo da maior guerra da humanidade, prevista por Morais Sarmento e por alguns poucos visionários em Portugal, mas uma surpresa para a generalidade dos europeus. No Governo de então não tardam a definir-se duas posições, que vão ocasionar uma profunda clivagem nacional até 1918. Freire de Andrade, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, pensava que Portugal devia alinhar em tudo pela Grã-Bretanha e aceitar todos os pedidos que ela fizesse, mas lhe interessava manter a neutralidade, desde que isso fosse compatível com os desejos do Aliado. Pereira de Eça, o Ministro da Guerra, pensava que interessava a Portugal forçar a beligerância, mesmo que isso contrariasse os desejos do seu Aliado. Estavam definidas as duas posições de fundo, a grande clivagem nacional entre guerristas e antiguerristas. Morais Sarmento alinha sem qualquer hesitação pelos antiguerristas, aplaudindo quando Portugal cede armamento aos Aliados, quando permite a passagem de tropas britânicas por Moçambique e quando envia expedições para defender Angola e Moçambique, tudo isto nos curtos meses finais de 1914. Ao mesmo tempo, Morais Sarmento apoia Freire de Andrade, quando este se recusa a forçar a beligerância, coisa que a Grã-Bretanha não quer e não pede. Neste livro é explicado o contexto e o desenvolvimento deste conflito, a forma como ele conduz ao primeiro grande abalo interno da 1ª República, com a formação do gabinete de Pimenta de Castro, em Janeiro de 1915, a convite do Presidente da República Manuel de Arriaga. Passados escassos meses surge a revolução de 14 de Maio de 1915, a mais sangrenta do século XX português, com mais de uma centena de mortos e seis centenas de feridos. Será no seguimento desta, já derrubado Pimenta de Castro e depois da vitória dos revoltosos, que Lisboa é posta a saque. Os grupos de civis armados dominam as ruas da capital e, durante três dias (de 15 a 17 de Maio), praticam todo o tipo de abusos e crimes. Os representantes diplomáticos em Portugal ficam boquiabertos e assustados com esta explosão de violência, e, como temem pelos seus conterrâneos, pedem o envio urgente de uma força militar. Ela acabará por chegar sobre a forma de três esquadras (Espanhola, Francesa e Britânica) que entram no Tejo, não tendo vindo outras porque o contexto da guerra o não permitia. Nesses três dias são realizadas centenas de assaltos em Lisboa, a jornais, centros políticos, casas particulares e instituições. Até a casa particular do general Morais Sarmento é ameaçada, cercada por civis armados, que chegam a apontar as armas a senhoras da família quando estas tentam sair para a rua.