https://www.imosver.com/pt/ebooks/ambivalencias-em-pasargada-vou-me-embora-pra-pasargada-a-luz-de-linvitation-au-voyage-E0002597386E0002597386AMBIVALÊNCIAS EM PASÁRGADA: «VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA» À LUZ DE «L’INVITATION AU VOYAGE»0.81RESUMO: No ltinerário de Pasárgada, Manuel Bandeira afirma que o nome Pasárgada suscitou em sua imaginacão «uma paisagem fabulosa, um país de delicias, como o de ‘L’invitation au voyage’ de Baudelairehttps://www.aglutinaeditores.com/media/resources/public/8f/8f7a/8f7adc99973a4f00a640be38277f0a28.jpgEbookEbook/POESIADisponibleUNIVERSIDAD DE SALAMANCA000https://www.aglutinaeditores.com/media/resources/public/8f/8f7a/8f7adc99973a4f00a640be38277f0a28.jpg0.8550.042016/03/14EC0026E253263WILSON JOSÉ FLORESEbookaño_2016porautor_WILSON JOSÉ FLORES
Artículo
AMBIVALÊNCIAS EM PASÁRGAD
WILSON JOSÉ FLORES
UNIVERSIDAD DE SALAMANCA
POESIA
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Sinopse AMBIVALÊNCIAS EM PASÁRGADA: «VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA» À LUZ DE «L’INVITATION AU VOYAGE»
RESUMO: No ltinerário de Pasárgada, Manuel Bandeira afirma que o nome Pasárgada suscitou em sua imaginacão «uma paisagem fabulosa, um país de delicias, como o de ‘L’invitation au voyage’ de Baudelaire». No entanto, apesar de o autor propor certa proximidade entre o poema de Baudelaire e seu «Vou-me embora pra Pasárgada», o primeiro pode ser analisado em contraste com o segundo. Enquanto no poema de Baudeaire, a amante é a própria razão de ser do mundo ideaizado, as figuras femininas do poema de Bandeira surgem como projeções do desejo do Eu: elas não o acompanhariam nem compartilhariam a vida com ele, antes o serviriam, objetos de que o sujeito poderia dispor conforme desejasse. Em Baudelaire, é a companheira que o mundo imaginado desdobra-se para agradar, já em Bandeira, o sujeito deseja sozinho e sua vontade parece ser a única que valeria. Pasárgada, assim, é solitária: é um mundo de brincadeira em que o sujeito brinca sozinho, enquanto fantasia o outro que existiria apenas para satisfazê-lo. Se o sujeito lírico de «L’invitation au voyage» é um dandi, o de «Vou-me embora pra Pasárgada» apresenta marcas de certo imaginário patriarcal ainda vivo no Brasil.
Palavras-chave: Manuel Bandeira; ambivalencia; Pasárgada; Charles Baudelaire; Literatura comparada.
RESUMEN: En el libro ltinerário de Pasárgada, Manuel Bandeira afirma que el nombre Pasárgada despertó en su imaginación «un fabuloso paisaje, un país de delicias, como el de ‘L’invitation au voyage’ de Baudelaire». Sin embargo, aunque el autor haya propuesto cierta cercanía entre el poema de Baudelaire y su «Vou-me embora para Pasárgada», el primero puede ser analizado en contraste con el segundo. Mientras que, en Baudelaire, la amante es la razón de existir del mundo idealizado, las figuras femeninas del poema de Bandeira bucean como proyecciones del deseo del ‘Yo’: en el mundo ideal, ellas no lo acompañarían ni compartirían la vida con él. Más bien todo lo contrario, le servirían como objetos de los cuales podía disponer según su deseo. En Baudelaire, por un lado, el mundo imaginario se despliega para complacer a su compañera de viaje. Por otro lado, en Bandera, el sujeto desea en soledad y su voluntad parece la única válida. Pasárgada es, de esa forma, hondamente solitaria: puesto que se trata de un mundo de broma en el que el sujeto juega solo, mientras fantasea con el otro que tan sólo existiría para satisfacerle. Si el sujeto lirico de «L’invitation au voyage» es un dandy, el de «Vou-me embora pra Pasárgada» tiene características asociadas con cierto imaginario patriarcal que aún se halla muy presente en Brasil.
Palabras clave: Manuel Bandeira; ambivalencia; Pasárgada; Charles Baudelaire; Literatura comparada.
ABSTRACT: In ltinerário de Pasárgada, Manuel Bandeira states that the name Pasargadae evoked in his imagination «a fabulous landscape, a country of delights, such as the one in Baudelaire’s L’invitation au voyage». Even though the author sees a certain similarity between the two poems, Baudelaire’s poem can actually be analyzed in contrast to Bandeira’s «Vou-me embora pra Pasárgada». Although in Baudelaire’s poem his lover is the very raison d’etre of an idealized world, the female figures of Bandeira’s poem emerge in the dreamed world as projections of his fictional ‘l’s desire, therefore not accompanying or sharing a lite with him. On the contrary, they would serve him as mere objects, to be used as he desired. In
«L’invitation», the imagined world unfolds to please the persona’s companion, whereas in Bandeira’s poem, his will seems to be what really matters. Pasargadae is, thus, a lonely place: it is a world of fantasy in which the persona plays alone, while projecting another being who would only exist to satisfy him. While the persona in «L’invitation au voyage» is a dandy, the one in «Vou-me embora pra Pasárgada» shows traits of power relationships, which have been present in the country’s popular imagery since its colonization, marked by slavery.
Key words: Manuel Bandeira; Ambivalence; Pasárgada; Charles Baudelaire; Comparative literature.