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Sinopse Belair cinema sonho
A inconformidade com o presente é a linha geral que traça contradições avolumadas entre falas e filmes. Na contemporaneidade e no futuro. Fazer cinema propondo em parte negá-lo é a condição dialética que torna da Belair um evento singular para meditar sobre um entre-lugar.
Em sua época, a produtora foi notada como um fracasso ou mesmo um equívoco, o que irá habilitar mais tarde a expressão "terremoto clandestino", de origem concretista e afeita à recuperação erudita da margem. Pequena, mas grande; notável, mas despercebida; efêmera, mas longa.
Não será um equívoco enxergá-la como sintonizada à vanguarda. Para Sganzerla à época, o "diretor de vanguarda", papel que ele mesmo vai se autodesignar, se resume a querer "fazer o que não se pode fazer, ou seja, fazer um filme voluntariamente péssimo e livre ou ao menos equacionar essas questões".