Imprensa operária e educação nos inícios do século XX
Célia Maria Benedicto Giglio
Portugués

Sinopse Imprensa operária e educação nos inícios do século XX

O jornal A Voz do Trabalhador

A educação racional coloca-se no núcleo da afirmação utópica do anarquismo; acena como instrumento nas práticas de liberação da consciência. Utópica quanto à transformação radical da vida, instaurando a liberdade enquanto \"construção eminentemente social\". A educação libertária, tem em sua formulação mais teórica, as experiências desenvolvidas por Francisco Ferrer Y Guardia, tendo sido reconhecidas como o \"coroamento prático de todo desenvolvimento teórico que se fez no seio do movimento libertário\".

Talvez, a perspectiva que mais se deva destacar nessa \"pedagogia anarquista\", seja o conceito de liberdade, encarada não como propõe a filosofia política burguesa, na qual a liberdade é um fato natural, cumprindo à sociedade organizar-se de modo a permitir a liberdade de todos através das leis. A liberdade para os anarquistas é um fato social, não faz parte do homem; deve ser construída pela comunidade.
A educação e a instrução são fundamentais para a conquista dessa liberdade, assumindo a importante tarefa de \"desalienação, de destruição da ideologia da dominação e de criação de uma nova mentalidade revolucionária\". Supõe, portanto, a vivência de relações solidárias e de vivência autônoma. A escola deve ser \"um centro onde seja disseminada a verdade e onde a ciência, construída por todos, deve ser igualmente distribuída entre todos\".
O conhecimento é instrumento de luta não só para a construção de uma outra ordem social, mas é também, e talvez principalmente, para resistir a uma ordem que objetivamente cada vez mais afasta as possibilidades de emancipação.
EAN
9786586081565
Editorial
Páxinas
224
Idioma
Portugués
Colección
HISTORIA
Alto
210
Ancho
140
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