Sinopse Sociedades culturais, sociedades anônimas
No coração desse sistema encontramos grandes mecenas e empreendedores culturais de origem modesta. O cruzamento dessas distintas trajetórias forma o universo do espetáculo carioca e paulistano. O desenvolvimento das indústrias culturais brasileiras não mascara, contudo, as forças e estratégias de distinção e de exclusão social.
Sociedades Culturais, Sociedades Anônimas mostra de forma brilhante que apesar da retórica nacionalista, a Economia da Cultura da Primeira República brasileira cresceu sob forte dependência de produções e capitais estrangeiros e foi marcada pela velha lógica tradicional das elites do país - ostentatória, aristocrática e profundamente desigual. Luxo mais que lucro: é, paradoxalmente, para o valor simbólico dos produtos culturais que apontam as conclusões deste fascinante livro.